sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Pobrema Jornalístico

Como diz o TDUD? "Parem as rotativas!"
Algo que realmente é um pobrema pra mim é quando a imprensa simplesmente NÃO TEM noticia e mesmo assim insiste em noticiar algo.
Com a circulação de jornais virtuais a coisa realmente piorou. Isso sem bastar as publicações "físicas" que sempre estiiiiicam determinadas noticias que dão ibope (menina isabela, garoto arrastado pelo cinto de segurança... tudo quanto é notícia sangrenta. Se criancinha bonitinha morre, é o banquete dos abutres do jornal).
Claro que eu entendo o papel da midia, a importância de se saber o que passa no mundo, mas tudo tem limite.
Quando vc ve uma noticia dessas realmente fica difícil acreditar que precisa fazer faculdade pra ser jornalista.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Cada um no seu quadrado

O pobrema de hoje é gente que se mete na vida dos outros. Isso é um post meio Creuza, tipo lavadeira que se revolta que a vizinha olha pra dentro da casa dela. Mas, tudo bem, não reprimo minhas Creuzisses.

Enfim, to lá eu no trabalho (local onde 90% do tempo das pessoas é dedicado a observar a vida alheia e comentá-la). Fui almoçar, voltei e desci de novo pra uma reunião em outro prédio. Quando chego, uma amiga me avisa que uma pessoa que passou por mim, a quem eu cumprimentei, foi lá, perguntar pra ela onde eu estava.
Caralhows! Queria tanto saber? Pq não me perguntou quando passei por ela?

Essa mesma amiga que me avisou disso, quando entrou no emprego já namorava um rapaz de lá. Detalhe que eles já namoravam anos a fio antes de começarem a trabalhar lá então a fofoca era old news. Além do mais não há qualquer política proibindo o namoro entre funcionários, e volta e meia sai um casamento por lá.
Mas... sempre tem os que não se aguentam...
Eis que um dia, uma cobrinha conhecida lá daquelas bandas não se aguenta de curiosidade e, aproveitando que a menina faltou pq tava doente, veio ME perguntar se o Fulano era namorado dela.
Hein? Tá perguntando pra mim pq, cara pálida? Minha vontade era dizer "pergunta pra ela, minha filha." Mas como não quis dar pano pra manga respondi: "Sim. Eles namoram há mais de 5 anos." Fofoca velha, querida. Pra bom entendedor meia palavra basta.

Outro dia divido taxi com outra criatura lá, recém chegada. Calouro até o último fio do cabelo. Não sabia nem o nome dele direito e a criatura já me manda essa: "E ai? Tá estudando pra concurso no horário do expediente?"
Minha resposta: "qual o seu nome mesmo?"
Ele fica sem graça e eu digo: "olha Fulano, não eu não estudo mais pra concurso pq eu não preciso, mas se precisasse talvez estudasse, fora do horario do expediente"

Ah vátománocú... cada um no seu quadrado. A nova filosofia que se aplica a todas as situações sociais....

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Neurose cristã

Hoje liguei o foda-se. Bem ligar o foda-se não é exatamente um pobrema pra mim.

Cheguei em casa olhei pra cara do meu purê de inhame cinza que me aguardava e falei: não é isso que quero da minha vida.
Não cai de boca na fritura nem nada parecido. Olhei uma manga rosa daquelas enooooormes e cheirosas e foi quase uma atração sexual. Na verdade comer manga é um troço meio animalesco, mas, bem, isso não vem ao caso.

Terminada a manga e eu to-da ba-ba-da decidi que aquilo não era o suficente. (uh! insaciááável...). Resolvi comer umas torradinhas com azeite, e pra acompanhar decidi que, porra fouuuuuda-se que é quarta feira, era conveniente tomar 1 copinho do vinho vagabau que minha mãe tem na geladeira.
Vagabau mesmo. Comi minhas torradinhas com azeite, tomei meus 2 dedinhos de vinho, comi um pedaço de chocolate 70% cacau pra completar. refeição light, saudável-ável.

E ai vem o pobrema. A culpa.
Caralho, quarta feira e você bebendo vinho sozinha que nem uma alcoolatra? Não comeu nada do purêzinho cinza de inhame?
Mandei a culpa se fuder.
Mas ainda assim lavei o copinho de vinho pra ninguém ficar sabendo.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Tunz tunz tunz tunz

Sabe uma coisa que é um pobrema? Aniversários em boates.
Cara tem coisa mais bizarra do que aniversário em boate? Aniversário em boate não tem convidados, tem clientes e lista na porta. Não tem horario, é "aparece por lá". Não tem comida e bebida, tem consumação. Não tem presente, tem ingresso.
Ah, por favor né... Sei que o tempo é de vacas magras, que ninguém pode ficar bancando festão pra 500 convidados e que até o bolinho em família corre o risco de extinção. Mas comemorar aniversário em boate é foda.
Garanto que qualquer aniversário em boate de amigo meu eu posso dizer que fui sem ter ido. O aniversariante não te vê. As vezes vc chega tão depois que ele já até foi embora. Se quiser só dar "uma passadinha" corre o risco de ele nem estar por lá.
E conversar pra que, não é mesmo. No máximo vc consegue gritar "parabéééns" pro aniversariante. E só. Esse é o contato que vcs vão ter naquela noite.
Barzinhos, restaurantes e afins eu vou sem pobrema. Se for boate vai ficar no telefonema.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Boa noite é o caralho

Um dos (vários) pobremas da sociedade moderna é a facilidade que gente que não te conhece tem pra te encontrar.

Há 3 dias me liga um cara do American Express querendo falar com a minha mãe. Como eu sei que ela NÃO quer outro cartão de crédito, invariavelmente digo que ela não esta e que NÃO HÁ MELHOR HORÁRIO para falar com ela.
Se essas empresas tivessem alguma estrutura perceberiam que o cliente simplesmente não está interessado, mas eles não... "na na ni na não .. a gente vai ligar tooooodo dia nos horários mais estranhos até fazer essa mulher atender o telefone..."

Ontem me ligaram as 9 da noite. Cacete, eu as acordo 5:50h, 9 da noite pra mim é tipo hora de colocar o pijaminha. Atendi meio puta. Ouvi aquele "Boa noite " que chega a me dar um frio na espinha, pq é típico do telemarketing (porra, que amigo seu liga pra sua casa e fala "Boa Noite"?)

Então reuni minhas forças e disse que minha mãe não estava, e disse pra eles pararem de ligar pq ela não queria o cartão.
Eis que ele me responde como se tirasse um trunfo da manga "Senhora, apenas a SUA MÃE pode recusar a oferta. "
Ah... é regras o que ele quer? I'll beat you in your own game motherfucker!

"Agora quem fala, meu querido, é a minha mãe! E eu não quero seu cartão"

A-ha!
Adoro encontrar falhas no sistema.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Bom Samaritano

Já tive blogs. Esse é meu pobrema. Ou, pelo menos, um deles.
E como todos os meus pobremas, não têm a menor importância, especialmente pros outros, pq já diz a sabedoria popular "Cada um com seus Pobrema".

Mas como td pobremático adooooora contar seus pobrema, resolvi fazer um blog pra compartilhar impressões, reclamações, futilidades e imbecilidades de todos os tipos.
Tais quais meus blogs anteriores, os quais não penso em continuar, (pq, bem, se tornaram um pobrema) este também não terá a menor importância, e será abandonado mais cedo ou mais tarde.

Pois então. Chega de blá blá blá e vamos ao Pobrema de hoje.

Eu trabalho. Isso por si só já deveria ser chato o suficiente. Mais chato que isso é ser obrigada a usar banheiro coletivo. Cheirar peido alheio ninguém merece.
Eu tenho crachá. Crachá tb é um saco. Uma foto esdrúxula acompanhado de seu nome em letras garrafais.
Por vergonha da foto (e por revolta contra o sistema) eu não uso o crachá pendurado no pescoço, pq, afinal, quem usa coleira é cachorro. Além do mais, estragaria meu outfit cuidadosamente pensado as 6 da manhã.

Pois então. Daí que pra ir ao banheiro eu deixo o crachá em cima da pia, pq dentro da cabine não tem lugar pra apoiá-lo. TODO DIA alguma corna grita "Ih alguém esqueceu o crachá..." E eu tenho q responder, interrompendo o ato de urinar,"É meu!!!"
Só que hoje, justo hoje, não houve aviso. Malocaram o meu crachá. É levaram. E eu saio da cabine depois de exatos 30 segundos e percebo que adeus crachá. Isso faltando 20 minutos pro horário de almoço. E sem crachá eu não saio.

Tasca procurar daqui, procurar dali, falar com a "tia do banheiro", falar com a recepcionista 1, com a recepcionista 2, com a bibliotecária, com o presidente da empresa... E porra nenhuma do crachá aparecer. Depois de meia hora alardeando o fato de que cataram meu crachá, volto cabisbaixa a minha mesa e a secretária me diz que uma moça, solícita, entregou o crachá " que eu havia perdido".
CA-RA-LHOW! Eu só "perdi" pq ela malocou.
Agora eu pergunto: Custava perguntar antes de pegar? Melhor ainda, custava deixar a porra do crachá onde estava?!
Se eu tivesse perdido eu IA VOLTAR no banheiro. Ou a pessoa encarregada do banheiro iria me entregar.
Solidariedade excessiva, não trabalhamos.